segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quem sabe nunca esquece

O Baltacha olhava para um lado e para outro e não encontrava opção de passe. Não querendo que o jogo esmorecesse, a única solução era meter a bola em profundidade para o Vítor Marques. Pela extrema direita, endiabrado, solto, letal, o Vítor, naquele vai e vem massacrante para o adversário, perdeu mais de sete mil calorias. Estafado e em fraqueza, foi obrigado a ir ao buffet seis vezes para repor energias. O último prato continha ainda quatro salsichas grelhadas, duas asas de frango, meio quartilho de azeitonas, um bife, legumes variados, tudo bem empapado em molho de cogumelos e para empurrar quatro pãezinhos algarvios.  
Vítor Encarnação

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

o homem dos falhanços bonitos

O Labacha é autor dos falhanços mais bonitos da história dos veteranos do ODC.
(...)

Um jogador do Estombarense, possivelmente fruto de adrenalina a mais na corrente sanguínea, deu cento e setenta e cinco gritos de dor, doze dos quais como se o tivessem esventrado, caiu oitenta e três vezes, dirigiu-se ao árbitro de peito feito em quarenta e quatro situações e chamou nomes malcriados aos adversários trezentas e vinte e duas vezes, tendo cento e oitenta deles sido dirigidos ao Baltacha.
E, de acordo com opinião de um colega de equipa, até foi dos dias em que ele estava mais calmo.

Vítor Encarnação