“ Os veteranos, por força da sua larga experiência de vida, não acreditam em bruxas. Mas que as há, há. O que aconteceu ao Labacha no dia 12 de Fevereiro de 2011, pelas 15.23, em Arzila, era a prova que faltava. Após um cruzamento milimétrico do Chris que deixou o defesa e o guarda-redes completamente fora do lance, o Labacha vê-se perante uma baliza escancarada. A probabilidade de falhar, atendendo aos ângulos, era nula. Qualquer toque na meia, na bota, nos cordões ou nos pêlos das pernas seria suficiente para fazer golo. Mas a magana da bola vem de enviesado, bate na canela, engana a lei da física e passa por cima da barra. Ficou decidido que na viagem de regresso, passaríamos por Fátima e deixávamos as botas do Labacha para serem benzidas.”
Vítor Encarnação
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